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“A fragilidade da vida” |
O número
de casos de câncer de mama em mulheres jovens aparentemente está crescendo em
todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento
dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de
câncer de mama detectados precocemente.
O início da puberdade marcado
pelo desenvolvimento das mamas, quando associado a obesidade representa um
fator de risco para o câncer de mama. Existe uma associação entre câncer de
mama, idade precoce da menarca e maior índice de massa corporal e gordura
corporal.
Cuidados Essenciais
-
Aparência e Forma de suas Mamas
É
importante que você conheça a aparência e a forma de sua mama para poder notar
rapidamente qualquer alteração. Converse com o seu médico imediatamente, caso
perceba alguma alteração.
Examine
suas mamas por meio de visualização e toque mensalmente. Se você menstrua faça
o exame uma semana após o término do fluxo. Se você não tem mais menstruações
marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste
dia. O seu médico pode lhe ensinar como fazê-lo, o que observar e buscar. O
principal objetivo é que você conheça as suas mamas.
Seu
médico irá examinar suas mamas e axilas com o objetivo de procurar alguma
alteração.
-
Conheça a História de sua Família
Se existem casos de câncer na sua família, é
muito provável que você deva fazer a mamografia com menos de 40 anos. Existem
alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer e que
são transmitidas de uma geração para outra.
Tipos de Câncer de Mama
Carcinoma Ductal Invasivo
É o tipo mais comum de câncer de
mama invasivo, representando aproximadamente 80% dos casos.
Ele se origina nas células dos
ductos mamários (ductos por onde drena o leite durante a amamentação), mas já
invadiu células adjacentes aos ductos quando diagnosticado. Tem a capacidade de
invadir outros tecidos e crescer tanto localmente quanto se espalhar por via
venosa e linfática.
Dentro de carcinoma ductal
invasivo, existem subtipos de ocorrência relativamente rara, que somados
perfazem menos de 10% dos casos. Estes subtipos, que podem aparecer no laudo da
patologia, frequentemente estão associados a um comportamento menos agressivo
da doença.
Os subtipos são:
- Carcinoma
tubular - Geralmente
menos agressivo.
- Carcinoma
medular - Geralmente
afeta mulheres mais jovens, pode estar associado a mutações predisponentes
ao câncer.
- Carcinoma
mucinoso - Geralmente
acomete mulheres após a menopausa, associado a melhor prognóstico.
- Carcinoma
papilífero - Frequentemente
associado ao carcinoma ductal in situ, geralmente de bom prognóstico.
- Carcinoma
cribiforme - Geralmente
de bom prognóstico.
O carcinoma ductal invasivo tem
de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais
(receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau
de expressão da proteína Her-2. Esta caracterização é feita pela técnica
denominada imunohistoquímica.
Em relação à caracterização da
proteína Her-2, pode se fazer necessário um teste adicional, denominado FISH,
que consiste em um teste molecular para se ter certeza em relação à expressão
de Her-2. A importância do resultado da pesquisa de receptores hormonais e
Her-2 está relacionada ao prognóstico, assim como à possibilidade de se
utilizar terapias-alvo no tratamento.
Carcinoma Lobular Invasivo
É o segundo tipo mais comum de
câncer de mama, representando aproximadamente 10% dos casos.
Ele nasce nos lobos mamários
(local da produção do leite, que drena pelos ductos), mas já invadiu células
adjacentes quando diagnosticado. Tem a capacidade de invadir outros tecidos e
crescer localmente ou se espalhar por via venosa e linfática.
Existem subtipos do carcinoma
lobular invasivo, que podem ser classificados de acordo com o padrão do
conjunto das células cancerosas (sólido, alveolar, tubulolobular) ou do aspecto
das células malignas (pleomórfico, células em anel de sinete).
O carcinoma lobular invasivo tem
de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais
(receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau
de expressão da proteína Her-2 (muito raramente existe aumento da expressão de
Her-2).
Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica.
Em relação à caracterização da proteína Her-2, pode se fazer necessário o teste
adicional FISH.
Carcinoma Ductal in Situ (CDIS)
É o tipo mais comum de câncer de
mama não invasivo.
Ele se origina nas células dos
ductos mamários e, por ocasião do diagnóstico, ainda não invadiu células
adjacentes aos ductos. Desde que operado quando ainda é in situ, ele não tem a capacidade de invadir outros tecidos nem de
se espalhar. O CDIS nunca é fatal, mas indica um risco aumentado de a paciente
desenvolver uma forma invasiva de câncer, que poderia vir a ser letal.
O carcinoma ductal in situ tem de
ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais
(receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células. Esta
caracterização é feita pela imunohistoquímica, e determina se será benéfico
utilizar hormonioterapia como parte da prevenção de um novo tumor.
Carcinoma Lobular in Situ (CLIS)
O carcinoma lobular in situ consiste no crescimento anormal
de células dos lobos, que indicam um risco maior de a paciente desenvolver
formas invasivas de câncer de mama. Por não ser de fato um câncer, apenas um
indicativo de risco de câncer, ele é denominado às vezes de neoplasia lobular
in situ.
Ele se origina nas células dos lobos
mamários e, por ocasião do diagnóstico, não há sinais de que tenha invadido
células adjacentes. É frequente o comprometimento de diversos lobos pela
doença, o que se chama de multifocalidade. O CLIS não tem a capacidade de
invadir outros tecidos, nem de se espalhar por via venosa ou linfática.
O CLIS nunca é fatal, mas indica
um risco aumentado de a paciente desenvolver uma forma invasiva de câncer.
O carcinoma lobular in situ tem
de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais
(receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, e geralmente
esta pesquisa resulta positiva. Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica.
O CLIS é diagnosticado
frequentemente antes da menopausa, é de difícil visualização na mamografia, e
sendo apenas um indicativo de risco futuro de aparecimento de um câncer, a
mulher com este diagnóstico tem tempo para discutir as opções terapêuticas com
o mastologista.
Câncer de Mama Inflamatório
Câncer inflamatório da mama é uma
apresentação rara, mas agressiva do câncer.
A paciente se apresenta com
vermelhidão e inchaço da pele da mama, aumento da temperatura local,
frequentemente sem uma massa ou nódulo palpáveis. O mamilo pode estar
invertido, e frequentemente os gânglios na axila podem aumentar de tamanho.
Ele ocorre, geralmente, em
mulheres mais jovens que a média dos outros tipos de câncer. O carcinoma
inflamatório tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de
receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das
células, além do grau de expressão da proteína Her-2. Geralmente resultam
negativos.
Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica
e o teste FISH.
Câncer de Mama no Homem
Embora raro, o câncer de mama
pode, sim, afetar os homens, representando, no entanto, menos de 1% do total de
casos. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração,
geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de
câncer de mama em homens.
Quando é notada uma alteração
suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassom e biópsias tal
como ocorre com as mulheres.
Devido à falta de rastreamento,
casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados, em média, mais
tarde que em mulheres (com a doença um pouco mais avançada). Como uma alteração
na mama somente passa a ser suspeita em função de crescimento, tumores
detectados em homens, geralmente são aqueles mais agressivos, ou seja,
carcinomas invasivos.
Os tipos de tumor podem ser os
mesmos descritos acima para as mulheres, com preponderância para carcinoma
ductal invasivo.
Quando o homem nota alguma
alteração na mama, como nódulo palpável, dor, inchaço, vermelhidão, saída de
secreção pelo mamilo ou outro sintoma atípico, ele deve procurar um
mastologista ou oncologista.
Doença de Paget
A doença de Paget se
apresenta com células cancerosas no mamilo, frequentemente causando irritação
local, descamação, prurido e vermelhidão.
Na grande maioria dos casos, este
diagnóstico está associado à presença de carcinoma ductal in situ ou a uma forma invasiva de câncer em algum outro local da
mama.
Câncer de Mama Recidivado e Metastático
O câncer de mama invasivo pode
invadir tecidos adjacentes, ou disseminar-se por vasos linfáticos ou venosos.
Quando é feito o tratamento
cirúrgico existe o risco de que sobrem algumas células no local de onde foi
ressecado o tumor, podendo, nestes casos, ocorrer posteriormente uma recidiva
local. Da mesma maneira, podem sobrar algumas células malignas nos vasos
linfáticos ou nas veias, o que permitiria uma recidiva regional (por exemplo,
nos vasos linfáticos e gânglios da axila) ou à distância (denominado metástase).
As metastáticas podem ocorrer,
potencialmente, em qualquer local do corpo, às vezes em mais de um local. Os
órgãos mais acometidos são ossos, fígado, pulmões, gânglios e cérebro.
Na grande maioria dos casos, para
estabelecer um diagnóstico de câncer de mama recidivado ou metastático, é
necessária uma biópsia de uma das lesões suspeitas, e confirmação pelo
patologista de que se trata de fato de tecido tumoral com origem na mama.
Esta identificação do tecido como tendo origem
em um câncer da mama é feita por uma técnica denominada de imunohistoquímica,
que pesquisa determinadas proteínas características de câncer de mama.
Fonte http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-mama-em-jovens/1384/34/