19 abril 2013

Penúltimo dia de semana de moda carioca com passarela e fila A



O quarto dia de Fashion Rio foi bem, digamos assim, eclético. Começou com Patrícia Viera, que preferiu receber em sua loja, no Leblon. “Me inspirei na natureza da Jamaica, nas cores. Lá não tem seda, Gucci, Prada. É tudo linho, juta. Adorei o bordado rústico deles, mas para reproduzir tem que ter cuidado para não ficar grosseiro. Também trouxe o trançado dos cabelos como referência para a coleção, que é focada no conforto. Eles são um povo simples, mas têm um ar de realeza. É a força do leão [símbolo rastafári]“, explicou a estilista, que fez sucesso com as novas tonalidades de suas famosas peças de couro. Para dar o clima, Bob Marley no som, modelo negra de cabelo afro circulando pelo espaço e um backdrop com a foto de uma cachoeira do país, onde ela posava com cada look do verão de Patrícia.
Na Marina da Glória, a primeira foi Nica Kessler, com tecidos azul piscina pendurados formando desenhos de ondas. Nica quis trazer o fundo do mar para o desfile, que teve styling de Felipe Veloso. As estampas – de peixes – levam a assinatura do artista plástico Gabriel Castro. Na fila A, Antonia Frering. A atriz ficou para assistir à marca Herchcovitch, que veio com um clima preppy, aliado a elementos pinçados em uma série de fotos de Richard Avedon, “The American West”, que mostram trabalhadores de minas de carvão e petróleo. Resultado? Jeans resinado com lavagem destroyed, listrado estonado, marrom com pigmentos em preto e tie dye em tons de cinza. Destaque para os macacões.
A Salinas deixou tudo mais leve e propôs uma viagem delícia à Itália do final dos anos 50, no clima “dolce vita” dos verões que instigavam uma sensualidade quase inocente. Muito poá, listra, estampa de fruta e de paisagens como se fossem fotogramas. Entre os shapes, aposta no sutiã meia taça. Depois, o funk da Coca-Cola Clothing, com Bruna Marquezine. Neymar não apareceu, mas a atriz fez elogios ao namorado no backstage, dizendo que ele é “muito estiloso”… No ritmo do batidão das comunidades, uma coleção street wear multicolorida. Teve muito fashionista se segurando na cadeira para não se deixar levar pela música. Ah, e Marlon Teixeira arrancou suspiros.
Na sequência, a trilha continuou no clima festa. A Reserva trouxe uma banda para tocar ao vivo, em versões marchinha de Carnaval, sucessos de Roberto Carlos, como “Ilegal, Imoral ou Engorda”, “É Proibido Fumar” e “Quero Que Tudo Vá Pro Inferno”. Na passarela, quase não dava pra ver as roupas. Os modelos apareceram carregando uma barra em metal presa nas costas, que vinha até a frente, pendurando um cabide, cada um com uma fantasia diferente, que se sobrepunha às peças da coleção. Tinha de Batman, Homem Aranha e até Chapolin. Tudo para fazer uma sátira à vida contemporânea dos modismos e tendências e propor o foco em desfiles mais “reais” e em coleções pensadas para “pessoas de verdade”. Deu certo? Bom, barulho fez. Modelos e músicos abandonaram a sala e foram circular pela Marina, promovendo um bloquinho fora de época por lá. Vem ver tudo aqui na nossa galeria, glamurette! Fonte http://glamurama.uol.com.br

Caixa Cultural oferece oficinas gratuitas de quadrinhos.

 Caixa Cultural oferece oficinas gratuitas de quadrinhos

A CAIXA Cultural Curitiba oferece, por meio do programa educativo Gente Arteira, duas oficinas de histórias em quadrinhos: “Oficina de Criação de HQ” e “Quadrinhos baseados em fatos reais”.



A primeira delas, “Oficina de Criação de HQ” acontece no dia 20 de abril sendo ministrada pelo ilustrador e arte-educador Christiano Neto, que possui experiência na criação de roteiros e caracterização de personagens para histórias em quadrinhos. A oficina tem como objetivo mostrar de forma simples e divertida todo o processo da produção de uma história em quadrinhos, abordando conceitos relacionados à história da HQ e os diversos gêneros desta forma de expressão. As criações de roteiro, de personagem e de cenário serão discutidas e praticadas, com o objetivo de trazer ao participante as noções básicas da arte.



Já a segunda oficina, “Quadrinhos baseados em fatos reais” acontece no dia 27 de abril e será ministrada pelo professor de quadrinhos da Gibiteca, André Caliman. A ideia é expor o passo-a-passo do processo de criação de uma história em quadrinhos baseada em um fato real, seja ele conhecido por muitas pessoas através da mídia ou um fato narrado em roda de amigos e familiares. A criação do roteiro será baseada nessa história, com a possibilidade de se trabalhar o aspecto fantástico e fictício do tema, satirizando ou abordando o conteúdo sob outro ponto de vista. André desenhou quadrinhos para a revista “Quadrinhópole” e “Avenida”, a série “E.L.F.” - publicada nos Estados Unidos -, a HQ “Sequestro em Três Buracos”, além de ser autor da série “Revolta!”.



As inscrições são gratuitas pelo e-mail caixacultural08.pr@caixa.gov.br e as vagas são limitadas.



Programa Educativo Gente Arteira:

O Gente Arteira é um projeto de arte-educação que proporciona visitas mediadas às exposições da galeria da Caixa Cultural. O foco é o atendimento a escolas, creches, ONGs, projetos sociais e grupos de idosos e pessoas com deficiência. As visitas são realizadas por mediadores profissionais capacitados para transmitir as informações acerca das obras para públicos de todas as idades e características.



As visitas abordam sempre o conteúdo das exposições de arte que estão à mostra no momento, provocando a sensibilidade artística nas diversas faixas etárias que o projeto atende. A ação torna-se mais que um passeio: é uma verdadeira aula, uma forma diferente e divertida de aprender e de refletir sobre a importância da arte, através de uma vivência diferenciada para aqueles que nunca estiveram em um museu ou em uma galeria de arte ou mesmo para os que já têm o hábito de freqüentar espaços culturais. O programa foi criado pela CAIXA, a qual é detentora dos direitos da marca e do nome Gente Arteira. Para agendar uma visita, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (41)2118-5114.

Serviço
Oficina de Criação de HQ
Data: 20/04/2013 (sábado)
Horário: 14h às 17h
Inscrições gratuitas pelo e-mail: caixacultural08.pr@caixa.gov.br. As inscrições serão aceitas somente entre 12 e 18 de Abril
Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos

Oficina Quadrinhos baseados em fatos reais
Data: 27/04/2013 (sábado)
Horário: 09h às 11h30
Inscrições gratuitas pelo e-mail: caixacultural08.pr@caixa.gov.br. As inscrições serão aceitas somente entre 19 e 25 de Abril
Classificação etária: Não recomendado para menores de 18 anos 

Fonte  http://descubracuritiba.com.br

19 DE ABRIL DIA DO ÍNDIO

Foto: 19 DE ABRIL. DIA DO ÍNDIO!

Nossas duas gerações. ツ
www.taina.com.br 


18 abril 2013

Fashion Rio: as tranças vão dominar as ruas!

Por Maria Clara Povia | Fashion Rio

Depois do SPFW e também das passarelas internacionais, o Fashion Rio confirma que a trança é a grande tendência para os cabelos. Aqui, um review dos looks de ontem:
Na passarela da Cantão, duas opções – uma comum e fácil de copiar e outra mais elaborada. A primeira versão era uma trança embutida, com mechas soltas na frente. O segundo look é uma versão mais moderna do estilo camponesa, com tranças de diferentes espessuras presas umas nas outras.




A Oh, Boy mostrou tranças que começavam no topo da cabeça mas com mechas sem muita definição que iam se desmanchando pelo comprimento. Lindo e despojado




Na TNG, uma opção mais contida, com acabamento perfeito e fios bem esticados.

 


Fotos: Agência Fotosite
Fonte: http://elle.abril.com.br

Cientistas descobrem dois novos sistemas planetários.

 
Foto: chc.cienciahoje.uol.com.br
 
Cientistas da agência espacial americana (NASA) anunciaram a descoberta de dois novos sistemas planetários. A informação é do "Jornal Nacional", da TV Globo.

Segundo a publicação, os astrônomos usaram o telescópio espacial Kepler para identificar três novos planetas: os mais parecidos com a Terra já encontrados até agora fora do Sistema Solar.
 
Os pesquisadores dizem que os esses três astros estão localizados na chamada zona habitável. E poderiam ter potencial de conter água na superfície e alguma forma de vida. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (18) na revista Science.
 
Fonte www.momentoverdadeiro.com

Deborah Secco e Roger. Após quatro anos de união, chega ao fim o casamento da atriz.

Chegou ao fim o casamento da atriz Deborah Secco com o jogador Roger Flores, após quase quatro anos de união. Mas o casal decidiu se separar amigavelmente, segundo informações de uma fonte ao portal EGO. "É verdade, os dois estão separados sim. Mas foi numa boa. Eles continuam amigos. Não foi briga, não foi traição. Está tudo bem entre os dois", contou a fonte.
 
Mas um amigo próximo do casal, revelou que a atriz decidiu deixar a casa em que morava com Roger para ficar ao lado da mãe, dona Silvia Secco e que a atriz está mal com a separação, evitando falar a respeito do assunto, de acordo com testemunhas. Já no trabalho, a atriz age normalmente e toca as gravações com profissionalismo. Ela inclusive já não usa mais aliança, dizem amigos próximos.
 
(Reprodução internet)
A mãe da atriz, que não quis comentar a notícia, deu a entender que a filha está bem: "Não vou falar nada sobre isso, mas Deus está nos abençoando como sempre. Estamos muito felizes". A assessoria da atriz foi procurada, mas também não falou nada sobre o fato.

Mas a colunista Fabíola Reipert, em seu post escreveu: "chegou ao fim o que todo mundo que acompanha o mundinho fantasioso e pantanoso dos famosos já imaginava: o casamento de Deborah Secco e Roger Flores. De acordo com uma amiga da atriz, ultimamente eles viviam um casamento aberto, ou seja, ninguém tinha obrigação de ser fiel um ao outro." E completou "Quem convivia com o casal afirma que Deborah era mais apaixonada que o ex-jogador". 
 
Fonte Momento verdadeiro

16 abril 2013

Helder Dias, a trajetória do empresário, dono da maior agência segmentada ao público negro do Brasil

por Ruth Lopes e Priscilla Arantes


 

Helder Dias é bem sucedido no mundo da moda e publicidade, saiu de Alagoinha, interior da Bahia, para São Paulo na década de 1990,  carregando uma bagagem de sonhos. Como muitos retirantes daquela época Helder venceu nadando contra a maré da sociedade paulistana, se encaixando em algumas minorias, negro, nordestino e pobre. Mas isso não o impediu de ir mais além e criar a Agência HDA direcionada exclusivamente para modelos negros.
Tudo isso numa época em que a comunicação era limitada. A internet era inexistente para o grande público. Não teve o apoio das redes sociais e da informação instantânea.
Conversamos com esse vencedor que nos contou sobre sua trajetórias e inspirações. Confira!

Como começou seu interesse pela moda?
Em 1986, uma professora de moda, Cristina Rolim, foi ministrar um curso de modelo, em Alagoinhas. Na época, o curso custava 1800 cruzados novos, muito dinheiro e eu não tinha, então, sugeri uma parceria, eu, que sempre desenhei, faria os cartazes de silk screen para divulgar o curso e ela me daria a bolsa. Ela aceitou. Fiz o curso e depois ela voltou pra Salvador e sempre me chamava para dar suporte nos cursos que ela ministrava lá.


 

Você sempre soube que carreira queria seguir ou durante o caminho existiram dúvidas?
Eu sempre soube. Desde pequeno eu dizia pra minha mãe que eu queria ser importante. Mas quando eu comecei a trabalhar com a Cristina eu ainda não sabia como eu faria isso. Mas em determinado momento ele anunciou que iria se casar com um italiano e antes de se mudar pra Itália me deixou responsável por todo o trabalho que desenvolvia em Salvador. Num treinamento de uma semana ele me apresentou para as pessoas como seu sucessor. Eu ia todos os dias pra Salvador e a noite voltava para Alagoinhas. 108 km. E quando eu não tinha dinheiro para voltar, eu dormia na rodoviária. Na casa dela eu sempre entrava e saía pela porta de serviços. Ela morava com a tia num bairro nobre de Salvador. Isso me marcou muito. Depois disso comecei a ministrar os cursos em Alagoinhas.
Você inscreveu a Rai, sua irmã , no primeiro concurso expressivo de beleza negra do país. Como foi isso?
Rai não queria que eu a inscrevesse porque ela dizia que, em São Paulo,  eles estariam procurando mulheres negras, mas de pele clara e traços finos. Mesmo assim eu fiz a inscrição e mandei o material. Foram 15 mil inscritas e a organização escolheu 17 meninas, entre elas a Rai (Helder se emociona…). Não tínhamos dinheiro pra ir para SP. Mas fomos.  No ônibus, fazíamos palhaçadas e as pessoa nos davam comida. No final, Rai ganhou o concurso, mas foi uma confusão, porque algumas pessoas que não concordaram com o resultado invadiram o camarim.  Com isso me aproximei muito da Rita, dona da agência New Company ,responsável pelo concurso.
Por 10 anos você ministrou o curso “Helder Dias manequins e modelos”. Sua vinda para São Paulo foi por conta do concurso? Como foi sua mudança para a capital paulistana?
A Rita me contratou. Por dois anos eu morei na casa que era nos fundos da agência e ministrava os curso de modelo. Formei mais de mil pessoas. E mais uma vez uma pessoa me ensina e vai embora. A Rita foi para a Alemanha. Depois disso passei necessidades para me manter em São Paulo e voltei pra Aracaju. E uma amiga da minha irmã tinha um apartamento em SP e estava precisando de uma pessoa pra cuidar. Foi quando eu voltei.


 

Foi nesse momento que surgiu a HDA?
Sim. Comecei a agenciar as modelos para propagandas e para eu receber  pelo meu trabalho eu precisava ter uma agência formal, conta bancária.  E na verdade, eu agenciava na sala do apartamento que nem móveis tinha. E aos poucos tudo foi se acertando até chegar aqui, a sede da HDA.
E como funciona o trabalho da HDA?
Quando eu resolvi abrir a HDA eu sempre pensei em ter tudo de melhor para apresentação do meu trabalho. O melhor cartão de visitas, o melhor site. Quando eu ligava para os clientes e dizia que eu tinha uma agência de modelos negras, ninguém queria me receber. Então, eu dizia que “fulano de tal” me indicou, à partir dessa abordagem a primeira porta já se abria e eles me pediam pra mandar material, pra que eu fosse visto eu precisava ter o melhor material.
Você tem uma postura firme em relação ao que defende, que são modelos negras.
Sim. Sempre tive a postura e falar o que penso foi uma forma de me defender. Aos poucos a mídia observou que eu tenho as melhores negras do mercado e fui intitulado “o criador das Barbies negras”. E na inauguração da USP Zona Leste a Naomi Campbell esteve aqui (na agência HDA) e isso trouxe mais visibilidade e respeito ao meu trabalho. Em seguida, fui para África e passei 25 dias lá com 20 modelos. Isso também virou assunto e trouxe mais visibilidade. E as coisas foram acontecendo.
Você mencionou que foi destratado diversas vezes. Você sabe me dizer a que se deve isso? Se pelo fato de você ser negro, ativamente combatente…
Eu acredito que o problema não está só no fato de ser negro, mas sim no poder de compra do negro. Se você tem poder de compra, tem um tratamento. Se não tem o tratamento é outro. Naquela época eu deixava muito evidente por meio de códigos as minhas diferenças sociais e econômicas. E me enxergavam de outra forma. Mas eu sempre tive a autoestima valorizada. Quando eu comprei um carro importado o tratamento começou a melhorar. Quando minha modelos começaram a fazer campanhas expressivas no Brasil e no mundo os clientes começaram a mudar a linguagem e a forma de falar comigo. As coisas mudaram e eu passei a escolher os clientes.
Como você vê a relação Fashion Week e modelos negros? Qual é o seu posicionamento hoje?
Sobre a São Paulo Fashion Week eu caí de paraquedas, em nenhum momento eu fui lá reivindicar nada. Eu tenho um bom produto e eu apresento, se o cliente quiser contratar ótimo senão o problema é dele. O que aconteceu foi que o Frei Davi entrou com uma petição na justiça reivindicando a inclusão de modelos negros na semana de moda de São Paulo e foi para a porta do evento fazer barulho. Mas isso foi divulgado como se fosse um movimento organizado pelo Helder Dias. Alguns estilistas deram entrevistas dizendo que eu estava querendo aparecer e por isso não iria contratar nenhuma modelo da HDA. A imprensa espontaneamente começou a me procurar e como a exposição da minha imagem já tinha acontecido de forma pejorativa, eu comecei a dar nomes aos bois e dizer o que eu achava. Foi quando eu falei que o Frei Davi me procurou, o Ministério Público me intimou duas vezes para que eu pudesse expor a minha versão diante da alegação do Frei e aí o assunto ganhou proporções internacionais. Mas eu nunca tive contato com o Paulo Borges, não o conheço e nem sei das suas pretensões com a raça negra. Hoje eu percebi que o meu trabalho está muito além da SPFW. Me graduei em moda para entender e conquistar novas possibilidades e aumentar  a visibilidade do  meu trabalho.
Hoje indústria entende que o negro não vende?
Não isso já passou. Isso é coisa do passado.
E por que essa representação não se dá na mesma proporção?
O país é dominado por brancos. O poder aquisitivo vem dos brancos, e apesar da população brasileira representar 50% desse contingente, quem dita as regras são os brancos.
Hoje, no século XXI, 2012 é que o negro começa a ocupar caminhos políticos, científicos e acredito que num futuro muito próximo isso já  seja mais evidente. Foi o caso da presidente Dilma que passou pela ditadura, a mulher para chegar a presidência passou muitas situações.
Há alguns anos, o Diogo Mainardi fez uma declaração polêmica e foi crucificado, “Não venha cobrar de nós como agência e sim do cliente que veta a modelo negra”. Isso se perpetua?
Em alguns casos sim. A publicidade criou segmentos. Quando são campanhas governamentais, aí o Brasil tem cor. Quando são campanhas de empresas internacionais, o negro é exótico ou diferente dos “padrões”, é músico ou tem um cabelo black power, ele tem alguma característica física que associa ao produto. Hoje a sociedade percebeu que a classe D e C são classes consumidoras e começaram a desenvolver produtos voltados para essa classe emergente. E como o negro passou a consumir mais e para o capitalismo o que importa é o consumo começaram a dar visibilidade ao negro.
Hoje, no século XXI, 2012 é que o negro começa a ocupar caminhos políticos, científicos e acredito que num futuro muito próximo isso já  seja mais evidente.
Hoje o mercado de cosméticos, por exemplo, vende 42% de seus produtos para pessoas negras e não representa essas pessoas.
Clientes de cosméticos quando ligam para pedir modelos eles pedem modelos claras, que fique com cara de branca e com traços finos. E a representação do negro na publicidade é feita por modelos negras de pele clara.

De um ano pra cá, eu tenho ouvido que o mercado não consegue a interlocução com as mulheres negras, o mercado já entendeu que a mulher negra mudou, que o poder de compra aumentou, que ela está no mercado de trabalho, que o perfil mudou e vem sido chamado da “Era Michele Obama”. O que você acha disso?
Eu acredito que os profissionais negros precisam se reunir para suprir essa demanda. A Ruth que tem um site, a Isabel que tem uma gráfica, a Márcia que tem uma agência de publicidade… E assim fazer um elo de ligação e começar a consumir o que produzimos.

A HDA Models trabalha a imagem e a postura de seus modelos. A responsabilidade é muito mais sócio-cultural do que física,  “trabalhamos o perfil da pessoa, pele, comportamento, autoestima, alimentação”, afirma Lucas, booker da agência. A questão da autoestima é ponto chave para o resultado final. A mulher que se ama exala beleza física e interior.

Para saber mais sobre a agência e sobre esse profissional acesse HDA Models.

por Mulher Negra e Cia | 13/07/2012 
http://www.mulhernegraecia.com.br

100 ANOS DO SUTIÃ


Sutiã está completando 100 anos: produto foi patenteado nos EUA em 1913. Invento foi vendido para Warner Bross por US$ 1.550. Em três décadas, lucro da empresa foi de US$ 15 milhões. Veja anúncios no 'Estadão' do começo do século passado em http://migre.me/e5BcO 



15 abril 2013

Série de explosões deixa feridos em Boston.

(Explosão deixa feridos | Foto: AP)
 
Duas explosões foram registradas no hotel que serve como base para a organização da Maratona de Boston, após o término da prova. Ainda não há o número preciso de vítimas. O local fica a poucos metros da linha de chegada da competição.
 
(Explosão deixa feridos | Foto: AP)
 
Não se sabe a origem das explosões. Todavia, o intervalo entre elas foi curto, apenas 20 segundos. Conforme o jornal "Boston Globe", as explosões aconteceram por volta das 15h, cerca de três horas depois da chegada dos vencedores. O local, porém, ainda estava cheio de participantes e torcedores.

A corrida em Boston é realizada todos os anos e é a mais antiga do mundo, tendo sido realizada pela primeira vez em 1897, e se encontra em sua 117ª edição. Ela acontece sempre na terceira segunda-feira do mês de abril, no Patriot´s Day, um feriado estadual em Massachusetts. (Com informações da BandNews Fonte http://www.momentoverdadeiro.com ).

14 abril 2013

A mitologia do melhor amigo gay

"A mitologia do melhor amigo gay é ao mesmo tempo uma inversão do preconceito e a propagação desse mesmo preconceito"  Foto: Bassai

Por Natália Klein/Conteúdo LOLA

Sabe a mitologia de que mulheres bacanas e moderninhas tem um melhor amigo gay? Veio das comédias românticas, funciona como se você ganhasse um certificado de aprovação do grupo mais seleto e critico de todos. Mas é ao mesmo tempo uma inversão do preconceito.  

Quando eu era criança, toda esquisita e desengonçada, sonhava com duas coisas, igualmente imprescindíveis: ser paquita e ter um melhor amigo gay estilista. Felizmente eu cresci e minhas ambições se tornaram um pouquinho mais sofisticadas do que ser uma babá loira que veste uniforme de banda militar. Mas não posso negar que ainda me resta uma fagulha daquele outro sonho, o do amigo estilista.

Na minha adolescência, fiquei obcecada pelos filmes da Audrey Hepburn. Eu queria ser como ela. Bonita, moderna, estilosa, fazendo bom uso da altura – única coisa que tínhamos em comum, além do pé gigante. Obviamente, meus óculos enormes, meu aparelho fixo e meu cabelo de gambá morto não ajudavam muito no processo. E numa idade em que a maioria das garotas sonhavam com um príncipe – não encantado, mas encarnado no corpo do Leonardo DiCaprio –, tudo o que eu queria era meu próprio Givenchy, estilista genial e amigo íntimo da Audrey. E em vez do cavalo branco, eu sonhava com uma arara enorme, cheia de roupas incríveis, todas feitas sob medida para mim.
Quando entrei para a faculdade de Comunicação Social, subitamente, quase todos os meus amigos eram gays. Infelizmente, nenhum deles era um estilista talentoso em busca de uma musa. Acredite, eu procurei. Mas, ainda assim, em pouco tempo, ter amigos gays ou amigos héteros passou a não fazer a menor diferença para mim.
Sinceramente, acho que já foi o tempo em que ter um melhor amigo gay tornava uma mulher heterossexual mais legal e descolada. Essa lógica chega a ser preconceituosa, se levarmos em consideração o panorama politicamente correto em que fingimos viver atualmente. Digo fingimos porque a aceitação dos gays pela sociedade me parece, por vezes, bastante hipócrita.
Tomemos como exemplo o maior ícone gay de todos os tempos deste semestre, o Crô da novela Fina Estampa. Uma espécie de mucama e esparro, que vivia para servir às extravagâncias de sua – eu cito – Rainha do Nilo. Não me entendam mal, acho as cenas ótimas e é inegável que o personagem tinha carisma e, por isso mesmo, caiu nas graças do povo. O que me preocupa nesse caso não é a aceitação de um personagem gay pelo público, e sim a forma como esse personagem precisou ser retratado para ser aceito.
Mas eu entendo de onde vem toda essa mitologia acerca do melhor amigo gay. Ela foi tão propagada no cinema e na TV quanto a ideia de que existe uma pessoa certa para cada um de nós e que, após uma série de peripécias e mal entendidos, os dois vão perceber que foram feitos um para outro, como num filme da Meg Ryan ou da Julia Roberts. Aliás, alguém conhece alguma boa comédia romântica gay? Opa, romântica-gay não soa bem. Rola um cacófato. Homocomédia romântica, então. Existe?
Enfim, a questão é que boa parte das comédias românticas que eu assistia na minha adolescência de óculos, aparelho e péssimos cortes de cabelo envolvia um melhor amigo gay, legal e descolado. De cara, posso citar o estilosérrimo Rupert Everett em O Casamento do meu Melhor Amigo. Dono de uma fineza única, o “amigo gay” da Julia Roberts a ajudava na difícil tarefa de reconquistar um ex que estava prestes a se casar com a chatinha e sem sal da personagem interpretada pela Cameron Diaz.
Assisti a esse filme tantas vezes que sei algumas falas de cor. Dentre as várias cenas memoráveis desse clássico está a parte em que o Rupert Everett finge ser o noivo da Julia Roberts – sim, porque esse é outro ponto crucial da mitologia do melhor amigo gay: fingir que é o namorado da mocinha hétero nos momentos de desespero. Eu mesma já tentei essa manobra e, sejamos francos, na prática não funciona. Mas não funciona mesmo. Especialmente quando os dois enchem a cara e acabam flertando com o mesmo sujeito, sem saber qual é a preferência dele.
Só que, na tentativa de parecer um homem heterossexual, o elegante Rupert Everett dá início a uma sequência hilária de desmunhecadas, que desencadeia naquilo que, para mim, é a apoteose da história do cinema dos melhores amigos gays. Uma mesa inteira cantando Say a Little Prayer, da Dionne Warwick. E depois todo o restaurante. Meus olhos brilham só de lembrar. Se eu não fosse hétero, eu seria muito gay.
Na TV gringa não faltam casos que corroboram essa mitologia. A minha preferida é Will and Grace – mais um exemplo de melhor amigo gay bonitão e estiloso. É como se andar com um cara com o Will fizesse de você uma pessoa melhor que as outras. É quase como se você ganhasse um certificado de aprovação do grupo mais seleto e crítico de todos. Você passa a fazer parte de um clube exclusivo de pessoas que entendem das coisas.
E, não é por nada não, mas tem muito gay por aí que incorporou o estereótipo do “eu sou melhor que você”. É o que eu costumo chamar de gayxorcismo. Os gayxorcistas são pessoas que se utilizam deliberadamente de todos os clichês que regem a mitologia dos gays, incluindo o amplo conhecimento em roupas, cabelo, maquiagem, sapatos, gosto musical, gosto para filmes e vocabulário. Aliás, destaque para o vocabulário. Os gayxorcistas adoram encaixar expressões em inglês no meio das frases, do nada. Tipo “no waaay ela fez isso”. Ou “eu não gosto dessa baranga at all”.
De certa forma, isso até inverte um pouco os papéis, colocando todo mundo em função dos gostos e vontades de um seleto homogrupo de pessoas – hellooo indústria da moda –, mas também reafirma todos os estereótipos que a comunidade gay tanto luta para derrubar. A mitologia do melhor amigo gay é ao mesmo tempo uma inversão do preconceito e a propagação desse mesmo preconceito.
Mas não vou me isentar do clichê da mulher moderninha com seu melhor amigo gay. Quem assiste à minha série, Adorável Psicose, sabe que um dos personagens é o – pam pam pammm – meu melhor amigo gay. Que é baseado em uma pessoa real que é o – pam pam pammm – meu melhor amigo gay. Muito embora, eu costume me referir a ele somente como meu melhor amigo. Sem o gay.
Chamar um amigo que vem a ser gay de “amigo gay” é como sair por aí apresentando um amigo negro como “meu amigo negro”. Ou apresentar uma amiga japonesa como “minha amiga asiática”. É de um preconceito indescritível. Porque parte da premissa de que ser amiga de uma dita minoria torna a pessoa mais cool. E eu uso “dita minoria” pois, convenhamos, ao menos por onde eu circulo, os gays não são nem de longe o menor grupo.
De todo modo, a mulher hétero que sai por aí chamando um amigo gay de “meu amigo gay” é qualquer coisa, menos amiga dele. Pelo contrário, dizer isso faz a pessoa soar como um acessório. Mais ou menos assim: “eu nunca saio de casa sem minha make básica, minha itbag, meus sapatos da estação e meu melhor amigo gay.” Nada mais cafona e fora de moda. Como diria um gayxorcista, “suuuper 1996”.
Seja como for, nada no mundo vai me impedir de continuar sonhando com meu Givenchy. E quando nos encontrarmos, vai ser como nas comédias românticas que eu assistia na adolescência. Nós vamos ser perfeitos um para o outro. E eu serei feliz para sempre com minha arara cheia de roupas feitas sob medida para mim.

KELLY MODELS MAGAZINE

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